Vem ver - Poema
Escrevi esse poema por inspiração durante meus estudos das enéadas de Plotino. É um convite para lembrar de quem somos de fato, por trás das máscaras e dos véus de Maya. Vejo este poema como uma ferramenta para que tenhamos um ponto de apoio para ascender nessa experiência terrena, até que este estado seja perpétuo. Este poema é dedicado a todos os buscadores da verdade, para quando precisarem de força nos momentos de dúvida.
Vem Ver - Poema
Vem ver
Vem depressa e observa a dança mística que se manifesta na natureza.
Olha e escuta com a alma, e verás além do véu do horizonte finito.
Percebe o uno em todas as coisas e em nenhuma delas.
Mata a mente, mesmo que por um instante.
Agora, vira-te para trás, encanta-te e transborda com a fonte irradiante de tua origem.
Quando pensa, é um.
Quando é pensado, é outro.
Mas não há separação em si mesmo.
É o sim e o não.
Então, liberta-te dessa dualidade sem fundamento.
E encerra tua falsa realidade prisioneira.
Voa com potência em ascensão vertical.
Deixa teu brilho espalhar a luz difusa e poderosa.
Escuta a música das esferas.
Agora és infinito e imortal.
Livre das amarras do tempo.
És todas as coisas e nenhuma delas
E quando a mente te puxar de volta,
Lembra-te do que és de verdade.
Lembra-te, a cada dia de tua experiência terrena,
Para que possa ascender, de novo e de novo,
Até que seja assim, sempre assim.
Marcos Mendes
Escrito em: 13/09/2025
Música:
“Cora” — Trevor Jones
Cenas utilizadas:
Filme: O Segredo de Beethoven (Immortal Beloved, 1994)
Este vídeo é uma obra poética e autoral.
As imagens e a música são utilizadas com finalidade artística e contemplativa, sem fins comerciais.